Troca de revestimentos, vazamentos, renovação de design. São vários os motivos que levam à realização de reforma de piscinas de alvenaria. Porém, cabe salientar que a mesma deve ser planejada e executada com antecedência, afinal, o verão está chegando! E justamente para garantir o sucesso do procedimento dentro do prazo, a Super NGK, fabricante de pastilhas de porcelana, separou dicas sobre todos os aspectos da obra, que dura, em média, dois meses, dependendo da complexidade. Confira:

 

Objetivo e detecção de prazo da reforma

O primeiro passo é criar um projeto de reforma, pois todo o andamento dependerá da intervenção que será feita. “Reformas superficiais, como recomposição de rejuntes e/ou selantes, por exemplo, podem ser efetuadas por mergulhadores sem que a água seja retirada. Nestes casos, o serviço varia entre um e sete dias”, explica o engenheiro Rodrigo Valente, consultor da NVA Engenharia de Construções, empresa que atua no mercado há mais de 30 anos.

De acordo com Cristiane Agripina Reis de Oliveira, proprietária da União Piscinas, há casos mais complexos, que obrigam a retirada da água para serviços de, entre outros, demolição do emboço e revestimentos, e substituição das tubulações hidráulicas. “Dessa maneira, como existem processos construtivos específicos, com prazos de testes e cura para os materiais empregados, a reforma leva entre 30 e 90 dias, dependendo do tamanho da piscina e, evidentemente, das condições climáticas no período da obra.”

 

Esgotamento

No caso de necessidade em esgotar a água da piscina, é recomendado ter cautela. “A realização do procedimento exige avaliação do tipo de terreno a fim de saber se há ou não pressão negativa (lençol freático)”, alerta Rafael Neto da Silva, proprietário da Rafael Piscinas. Caso a manutenção não exija a remoção do revestimento, o esvaziamento deverá ser bastante lento, não deixando descer mais que 15 cm por dia, a fim de evitar o fenômeno de retração, que se trata da evaporação da água do emboço entre o revestimento e o sistema impermeabilizante. Já quando há necessidade de substituição do sistema de impermeabilização, o procedimento poderá ser feito de maneira rápida. Uma vez respeitados, tais processos visam evitar desestabilidade do conjunto, como destacamento do revestimento, por exemplo, o que pode comprometer o custo original da reforma.

 

Retirada de revestimento x impermeabilização

Após o esvaziamento, inicia-se o processo de retirada do revestimento. Entretanto, isso não é sinônimo de obrigatoriedade de impermeabilização. De acordo com Valente, é necessário analisar a metodologia construtiva. “Quando a impermeabilização é feita com manta asfáltica, nem sempre o sistema é danificado, uma vez que este revestimento é ancorado com telas metálicas quando da execução do emboço. Ainda assim é recomendado efetuar revisão visual para detectar possíveis pontos soltos ou fofos (da impermeabilização) seguido por teste hidrostático de estanqueidade, bem como teste hidráulico, de modo a garantir a eficácia”, salienta.

Já em caso de materiais poliméricos a base de pintura, que é executado sobre a estrutura e aceita a colocação do revestimento diretamente, o revestimento não poderá ser substituído sem danificar o sistema de impermeabilização.

 

Estanqueidade

Dúvidas sobre a necessidade do teste de estanqueidade sempre surgem quando o assunto é reforma de piscina. Neste caso, é preciso frisar que este teste tem papel fundamental quando é executada a impermeabilização, uma vez que além de testar a eficácia do sistema, a ação também tem por objetivo verificar o comportamento do impermeável junto à estrutura em sua carga máxima. De acordo com a NBR 9575/03 (Impermeabilização – Seleção e Projeto), após a conclusão da impermeabilização, o sistema deve ser testado com água em sua carga máxima por um período de 72 horas, no mínimo, para posterior verificação de sua estanqueidade.

 

Acabamento

Em relação ao acabamento é importante utilizar a argamassa específica para as pastilhas de porcelana em uma piscina. “A recomendação é utilizar Argamassa Colante Branca ACIII à base de polímeros, que proporciona grande aderência e trabalhabilidade no assentamento”, explica Valente. Sobre o rejunte, de acordo com o engenheiro, é indicado o AR II. Entretanto, existem rejuntes específicos cuja composição evita desbotamento ou desgaste causado por produtos químicos oriundos do tratamento da água.

 

Revestimento

Para dar aquele capricho final, a última etapa consiste em escolher o tipo de revestimento. Neste estágio da reforma da piscina, as pastilhas de porcelana Super NGK são a melhor opção de acabamento, afinal, o produto supera o recomendado quanto à diversidade e durabilidade.

Um dos principais pontos a ser observado é o grau de absorção de água, aspecto fundamental para que os revestimentos da piscina tenham efeitos duradouros e de qualidade. A porcelana, tem grau de absorção entre 0% e 0,5%, resultando em um material de altíssima qualidade e extremamente versátil, apropriado para os ambientes molhados como piscinas, cascatas e espelhos d’água.

“É possível destacar também a característica da porcelana de não possuir porosidade e o fato de não se expandir e nem manchar devido à umidade. Já a cerâmica possui limitações quando utilizada em piscinas, por ser um material mais suscetível a microfissuras e desplacamentos por umidade”, comenta a arquiteta da Super NGK, Fernanda Quintas.

A Super NGK oferece ao mercado de revestimentos uma ampla gama de cores e mais de 200 tipos de pastilhas de porcelana, que propiciam a criação de projetos exclusivos. “A variedade de cores, que possibilita diversas composições, conta com degradês de azuis e verdes, os tons preferidos para a valorização da estética de piscinas”, destaca Fernanda. De acordo com ela, a equipe de arquitetos da empresa desenvolve desenhos exclusivos para compor a piscina, conforme a preferência do cliente.

Além de valorizar a estética da piscina, outras soluções das pastilhas Super NGK têm por função garantir conforto e segurança, atendendo inclusive normas técnicas exigidas pela ABNT, como a NBR 9050 (Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos).

As linhas antiderrapantes são opções ideais para prainhas, decks molhados e piscinas infantis, que contam com uma baixa espessura d’água, uma vez que a textura fosca aveludada minimiza riscos de acidentes.

As cantoneiras com acabamento boleado por sua vez, propiciam segurança extra nos degraus e bancos, evitando que os cantos vivos fiquem expostos. Além disso, são responsáveis pela finalização perfeita da aplicação dos revestimentos. “É importante ficar atento aos materiais que estão sendo empregados na reforma de sua piscina, pois de nada adianta tomar todos os cuidados necessários e abrir mão da qualidade dos produtos”, finaliza Fernanda.